Período pós-MAPA II
Apesar da considerável melhora e a redução da medicação para controle da pressão, apenas uma dose ao dia, o foco passou a ser o sono. Dormir de 6 a 8 horas diariamente passou a ser obrigação. Quanto mais HCD (horas/cama/dormidas) melhor. Parece simples é só deitar e apagar. Comigo, não era bem assim. Independente da hora que deitava, só conseguia desligar a partir de 2 ou 3 da madrugada. Até aí tudo bem. Mas, o problema estava na hora de acordar. Quando conseguia dormir bem, acordava às 7 da manhã. Em geral, em função das atividades profissionais, era obrigado a acordar às 6, e por mais que tentasse não conseguia prolongar o sono por muito tempo. Estava tão acostumado que, aparentemente, não ficava com aspecto de quem não havia dormido direito.
É importante ressaltar que nesse período continuava acumulando as recomendações anteriores: exercícios físicos, dieta, remédio para PA, administração das emoções e agora incluía a luta pela melhoria das horas de cama.
Então, iniciamos pela medicação, duas vezes ao dia, e mudança no horário da atividade física. A medicação adotada era natural para que não pudesse causar dependência e um problema posterior a ser resolvido. O horário da atividade física foi alterado para o final da tarde, com o intuito de levar o organismo a exaustão, para que ao deitar, pudesse relaxar mais rapidamente e antecipar o horário de sono. Como não dava para prolongar o sono pela manhã, a idéia era antecipar a hora de dormir, para ao final, somar pelo menos 6 horas/sono. E assim foi feito.
O MAPA III
O terceiro MAPA foi efetuado em setembro de 2006, no mesmo local dos anteriores e pelas mesmas razões. Estava 17 kg mais leve (73 kg de peso) e dormindo razoavelmente bem. Apesar de estar acostumado com o aparelho, dessa vez, foi extremamente desconfortável, a noite não foi das melhores.
Nesse mapeamento foram efetuadas 63 medições, sendo que, dessas, 46 foram realizadas em intervalos de 20 em 20 min e as outras 17, em períodos de 30 em 30 min. No resultado, o relatório mostrou que em apenas 5 medidas constatou-se valores anormais de pressão alterada, sendo uma única verificada no período de sono, apesar do desconforto do aparelho.
Na conclusão o relatório registrava: “Comportamento normal da pressão arterial durante todo o período de gravação. Cargas pressóricas normais. Ausência de picos hipertensivos. Descenso pressórico fisiológico durante o sono.” Como se pode constatar, finalmente, a pressão arterial estava controlada.
No próximo e último texto, uma análise desses anos de luta para readquirir a saúde e a qualidade de vida.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
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