segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

“Saúde é o que interessa...” V

Período pós-MAPA I

Após a constatação do primeiro MAPA veio a rotina de remédios e a recomendação para administrar as emoções. A dosagem da medicação da pressão havia sido reduzida para 2 vezes ao dia, enquanto que o controle das emoções, passaria a ser o foco da minha atenção. O requisito básico para a melhoria da saúde, seria mostrado a partir da minha capacidade em filtrar os estímulos estressantes do dia-a-dia. E mais, de como resolvê-los, afinal, problemas existem para serem resolvidos e não para nos consumir.

Inicialmente, a tarefa apresentava-se extremamente difícil, haja vista, tratar-se de uma mudança de hábito que me acompanhava por toda vida. Ademais, qualquer processo de mudança, no início, é doloroso e necessita de um tempo para adaptação.

Diria, então, que o ano de 2005, foi um ano de adaptação. Mudanças significativas ocorreram na minha vida, inclusive com a mudança de ares. Isso ajudou bastante. A gama de acontecimentos inesperados foi simplificada, reduzindo-se sobremaneira. E o mais importante disso, foi poder extrair lições das dificuldades e sofrimentos.

Resumiria a luta pelo bem-estar, para administrar as emoções, através de três palavras: observação, avaliação e decisão. Qualquer acontecimento que me dissesse respeito teria que passar pelo crivo dessa trilogia. A observação se restringia a verificar os acontecimentos, uma leitura simples dos fatos sem pensamentos antecipatórios, que causam tensão, mal-estar e ansiedade. A partir daí, se me dissesse respeito, algumas vezes sofremos por coisas que não nos dizem respeito, verificava a extensão do problema e as possibilidades de solução. E finalmente, de acordo com a intensidade e as possibilidades que se apresentavam, tomava a decisão mais adequada à solução do problema, no todo ou em parte. Nem sempre será possível resolvê-los completamente.


O MAPA II

O segundo MAPA foi efetuado em outubro de 2005. No mesmo local do primeiro, para que não houvesse qualquer discrepância em termos de sensibilidade do instrumento. Nessa ocasião, estava “pesando” 78 kg. Continuava a perder peso (12 no total), pois, prosseguia com os exercícios físicos e a dieta.

Foram efetuadas 79 medidas, sendo que, dessas, 64 foram realizadas em intervalos de 15 em 15 min e as outras 15, em períodos de 30 em 30 min. No relatório constava 40 medidas que indicavam valores normais e 39 configuravam PA elevada, sendo 9 durante o sono. Fazendo a analogia, em relação às medidas efetuadas, 39 correspondem a um tempo de 10h e 30min, operando fora da normalidade e 40 medidas expressando 13h e 30 min de perfeita harmonia entre mente e corpo.

Comparando os dois MAPAs

Dessa vez, houve uma mudança expressiva nos valores. No MAPA I, apenas 15% das medidas estavam dentro da normalidade. No segundo, 50,6% confirmaram que a maior parte do tempo a pressão manteve-se em níveis aceitáveis, sendo considerados normais. A diferença foi representativa e digna de comemoração. Entretanto, a conclusão do MAPA II estabelecia: “curva pressórica alterada por hipertensão arterial noturna.” Essa foi a grande novidade em relação ao MAPA I. Nesse, a PA encontrava-se elevada durante a vigília e atingia a normalidade durante o sono. Naquele, ocorreu exatamente o contrário.

Uma nova variável

A novidade constatada no MAPA II, não foi, de certa forma, tão inesperada. Aparecia um novo/velho problema a ser resolvido. A partir de então, teria que incluir no tratamento essa nova variável: o sono. Nunca tive muita habilidade para o sono. Aliás, a insônia foi uma parceira importante na época de estudante, onde, se o dia tivesse 36 h, ainda assim, faltaria tempo para estudar. Utilizei a insônia de forma favorável. Não imaginava que ao longo do tempo ela fosse me consumir, porém consumi horas de insônia ralando muito. Fazer um curso de Física exige muita dedicação, muitas horas de estudo, muitas HBS (horas/bundas/sentadas) e foi desse período que ela se instalou e ficou. Foi minha parceira e companheira por todos esses anos, mas essa relação estava chegando ao fim.

No próximo texto, mostrarei o terceiro MAPA, seus resultados e a luta contra o sono.

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