Estava progredindo na minha rotineira tarefa de praticar exercícios físicos. Já dava para se notar que havia perdido umas “gordurinhas”. Apesar do sarcasmo nas observações, estava compromissado em atingir a meta estabelecida e não seriam essas “brincadeiras” que me fariam mudar de rumo. É triste a constatação, mas é fato, o seu bem-estar é um mal-estar para as pessoas.
Entretanto, mesmo com a melhora no condicionamento físico, percebia, nas medições periódicas da PA, que os níveis permaneciam os mesmos, na casa dos 16 por 10. Retornei ao médico em companhia de minha esposa, tentando buscar uma explicação para o fato. Pôxa, havia feito tudo o que foi recomendado, e no entanto, nada da PA baixar. Na conversa ele perguntou como era o meu humor. Quando tentei responder, minha esposa se antecipou e disse: “Hum! Doutor, o homem é muito esquentado..., se aborrece com tudo e com todos!”.
Foi, então, que percebi que a minha genética, nesse ponto, era terrível. A família é cabeça quente. Desse momento em diante, passei a ver as coisas de uma forma mais light. Deixei de esquentar a moringa por coisas que realmente não tinham tanta importância. No popular, seria deixar de transformar garoa em tempestade.
O fato é que, em geral, sempre temos problemas (ou tarefas) a resolver. Ninguém vive às “mil maravilhas”. Ao contrario, a vida é repleta de situações inesperadas e dificuldades mil. Temos que ter a capacidade de conviver com elas, superá-las. Tirar as lições devidas e incorporá-las a nossa gama de conhecimento, que conhecemos como experiência de vida. Aliás, alguém já disse que, a capacidade de resolver problemas é o que chamamos de responsabilidade.
O que fiz para melhorar o (mal) humor...
Assim, não havia outra solução, senão passar a viver dando menos importância, para o que antes considerava importante e deletando as triviais. E como é que se faz isso? Ora, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Sabendo o que lhe irrita, aborrece, lhe deixa “p” da vida, procure evitá-las. Incorpore outras atividades a sua rotina de vida. Vá regularmente ao cinema, além de divertido é cultura. Evite as pessoas chatas, se for o caso, coloque a vassoura atrás da porta. Leia livros, o brasileiro ler em média 0,8 livros por ano (o argentino, 20). No período de férias, tire férias, viaje, curta as praias, clubes...
E importante, também, cultivar algumas atitudes positivas. Conviver com pessoas com auto-estima elevada. Ser mais paciente, tolerante e compreensível. Se tiver algum problema de família, procure resolvê-lo, tome a iniciativa e peça perdão. Enfim, aquilo que estiver mal resolvido, procure resolvê-lo.
No próximo texto, vou mostrar como isso me ajudou. Aguarde!
sábado, 17 de fevereiro de 2007
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