
Em 2006, havia melhorado bastante da hipertensão arterial. Já havia, inclusive, reduzido a dosagem do remédio. Continuava seguindo à risca as recomendações médicas e prosseguia com a dieta e atividade física. Estava com um condicionamento bom, que me permitia correr, pelo menos, duas vezes por semana, além da musculação que fazia regularmente. Tinha a intenção de participar de uma prova, pois, me agradava ver pela televisão o esforço das pessoas tentando completar uma corrida. Muitas delas, também hipertensas, e que estavam ali para provar para si mesma, que tinham saúde e eram capazes de tal feito.
A primeira oportunidade que tive veio do local de trabalho de minha esposa Denise. Havia um evento de atletismo, patrocinado pela Caixa, local onde trabalha, para atletas de elite e uma outra específica para os funcionários da Caixa e seus familiares. Como no local de trabalho dela não havia funcionários que praticavam esse esporte, ela me ligou e perguntou se não queria participar do evento, representando aquele setor. Aceitei o convite porque seria uma oportunidade de verificar o meu condicionamento físico, mas, sobretudo, pelo clima de descontração e animação que cercava o evento. Além do mais, tratava-se de um percurso curto 1.600 m. Daí o nome “Milha do Economiário”.
Nunca fui muito bom em distâncias pequenas, mas saber que a linha de chagada não estava tão distante era um consolo. No dia da corrida, havia muitas “feras” do atletismo nacional, imprensa e tudo o que cerca esses eventos de esporte. Comecei o meu aquecimento pelo menos 20 min antes da prova. Sabia que ela não duraria tudo isso, mas estava ansioso e não conseguia ficar parado. Na hora da largada, percebi que alguns funcionários estavam acima do peso. Sem menosprezar, aquilo me consolava para não decepcionar na chegada.
Quando foi dada a largada, todo mundo passou “sebo nas canelas”, como se costuma dizer quando se sai correndo em disparada. Verifiquei que fui ficando para trás e bem para trás. Então resolvi acelerar um pouco mais e sai em busca de todos. Fui passando um após o outro e me aproximei dos primeiros colocados. Ao avistarmos a fita de chegada aceleramos forte, com toda a intensidade e aos poucos as colocações foram se definindo. Ao passar pela linha de chegada, estava exausto, como não ficava a tempos, quase desfalecido. Cheguei em quarto lugar.
Quando ainda me recuperava da prova, meu filho me disse: “Pai se o senhor corresse um pouco mais, aquele rapaz que chegou na sua frente estava quase morto”. Olhei para ele e disparei: Oh! Meu filho, eu estava ou pouco pior do que ele, por isso, não o ultrapassei.
Fiquei satisfeito pela arrancada final e pela diversão que o evento proporcionou. Fiquei encorajado a participar de outras corridas, mais longas, para verificar meu desempenho. A partir de então, pressenti que estava recuperando o domínio sobre meu corpo, que poderia ir mais longe e dar provas da minha melhora.
No próximo texto, vou contar a experiência de correr 10 km, num misto de religiosidade e superação.
A primeira oportunidade que tive veio do local de trabalho de minha esposa Denise. Havia um evento de atletismo, patrocinado pela Caixa, local onde trabalha, para atletas de elite e uma outra específica para os funcionários da Caixa e seus familiares. Como no local de trabalho dela não havia funcionários que praticavam esse esporte, ela me ligou e perguntou se não queria participar do evento, representando aquele setor. Aceitei o convite porque seria uma oportunidade de verificar o meu condicionamento físico, mas, sobretudo, pelo clima de descontração e animação que cercava o evento. Além do mais, tratava-se de um percurso curto 1.600 m. Daí o nome “Milha do Economiário”.
Nunca fui muito bom em distâncias pequenas, mas saber que a linha de chagada não estava tão distante era um consolo. No dia da corrida, havia muitas “feras” do atletismo nacional, imprensa e tudo o que cerca esses eventos de esporte. Comecei o meu aquecimento pelo menos 20 min antes da prova. Sabia que ela não duraria tudo isso, mas estava ansioso e não conseguia ficar parado. Na hora da largada, percebi que alguns funcionários estavam acima do peso. Sem menosprezar, aquilo me consolava para não decepcionar na chegada.
Quando foi dada a largada, todo mundo passou “sebo nas canelas”, como se costuma dizer quando se sai correndo em disparada. Verifiquei que fui ficando para trás e bem para trás. Então resolvi acelerar um pouco mais e sai em busca de todos. Fui passando um após o outro e me aproximei dos primeiros colocados. Ao avistarmos a fita de chegada aceleramos forte, com toda a intensidade e aos poucos as colocações foram se definindo. Ao passar pela linha de chegada, estava exausto, como não ficava a tempos, quase desfalecido. Cheguei em quarto lugar.
Quando ainda me recuperava da prova, meu filho me disse: “Pai se o senhor corresse um pouco mais, aquele rapaz que chegou na sua frente estava quase morto”. Olhei para ele e disparei: Oh! Meu filho, eu estava ou pouco pior do que ele, por isso, não o ultrapassei.
Fiquei satisfeito pela arrancada final e pela diversão que o evento proporcionou. Fiquei encorajado a participar de outras corridas, mais longas, para verificar meu desempenho. A partir de então, pressenti que estava recuperando o domínio sobre meu corpo, que poderia ir mais longe e dar provas da minha melhora.
No próximo texto, vou contar a experiência de correr 10 km, num misto de religiosidade e superação.
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