Primeiro MAPA
MAPA significa Monitoração Ambulatória da Pressão Arterial. É um aparelho que é colocado no paciente para efetuar medidas periódicas da PA durante um dia. As medidas são efetuadas, dependendo do equipamento, de 20 a 30 min, durante o dia e de 30min a 1h, à noite (a partir das 23h). São efetuadas em média de 60 a 80 medições. É um pouco desconfortável porque a cada medida o manguito (parte do equipamento que envolve o braço) contrai, apertando bastante, mas o resultado é fabuloso para se ter idéia do quadro geral da PA.
Após a retirada do equipamento é impresso um relatório com todas as medidas efetuadas. Nele, consta também, a qualidade das medidas do total efetuado, a média das pressões sistólicas e diastólicas, a variação entre virgília e sono e a conclusão sobre os níveis da PA. De posse dessas informações, é possível saber se o paciente está dentro dos limites da normalidade ou apresenta hipertensão arterial.
No meu caso, o primeiro MAPA foi efetuado em agosto de 2004. Foram efetuadas 58 medições, intercaladas por períodos de 20 em 20 min até às 23h e retornando às 7 da manhã até o momento da retirada do aparelho, totalizando 50. No período do sono, as medidas passaram a ser realizadas de hora em hora, num total de 8.
O resultado foi surpreendente. Do total das medidas, apenas 9 estiveram dentro da normalidade. Seria imaginar que das 24 h do dia, em penas 5h e 20min, minha PA estaria normal, sendo que desse tempo, 3h correspondiam ao período do sono, quando o corpo encontrava-se totalmente relaxado e na horizontal. Isso mesmo, durante 18h e 40min, a PA permanecia em níveis elevados.
Obviamente que a analogia acima é apenas ilustrativa, não pretende substituir qualquer interpretação científica com finalidade médica. Coisa de físico. O fato é que, nessa época, já havia perdido 10kg, estava “pesando” 80kg, no entanto, a PA continuava em níveis elevadíssimos. A constatação foi dolorosa.
A conclusão do MAPA dizia o seguinte: “Níveis aumentados de pressão arterial diastólica durante toda a vigília e cargas pressóricas sistólicas normais...”. Significa, popularmente dizendo, que a pressão mínima estava alterada.
A propósito, os termos aqui referidos, merecem uma observação. A pressão que o coração precisa para bombear sangue para o restante do corpo é chamada sistólica. Ela deve ser máxima para atingir esse objetivo. Após essa ação, ocorre uma pausa entre os batimentos. Nesse momento a pressão é mínima e chamada de diastólica.
Obviamente, que apesar da gravidade desses resultados, já havia ocorrido uma melhora no meu quadro. Infelizmente, não havia um MAPA para comparar, mas podia-se perceber na melhora do meu condicionamento físico e na perda de peso.
O período que sucedeu o primeiro MAPA foi acompanhado de remédio para controle da pressão, 3 vezes ao dia, e o início da luta para controlar as emoções. O resultado será mostrado no próximo texto.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
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