A escolha
Após a “Milha do Economiário” fiquei tentado a participar de outra competição. Só que dessa vez priorizando distâncias maiores. Seria um bom teste para avaliar o meu desempenho e o condicionamento físico, após esse longo período lutando para controlar a pressão arterial.
Em Belém, costuma-se dizer que, o natal dos paraenses ocorre em outubro. É assim que eles encaram os festejos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A culinária regional é o prato principal. Alimenta as reuniões familiares e a crença dos fiéis, que participam fervorosamente da procissão. Nesse período, vários eventos religiosos, sociais e esportivos, reúnem milhares de fiéis, onde celebram suas promessas, pedidos e confirmam toda sua devoção.
O principal evento esportivo é a Corrida do Círio, que também é um das principais do Pará. É impressionante, mas as pessoas aproveitam para pagar promessa ou fazer pedido a Nossa Senhora de Nazaré. Isso é tão forte que virou marketing de academia. Elas abrem turmas específicas para preparação física dos devotos.
Então, resolvi que seria a Corrida do Círio. Primeiro tive que fazer um teste ergométrico, para não ser surpreendido pelo coração. Após a liberação pelo médico, atendi ao chamado das academias e fiz inscrição para iniciar a preparação. Comecei o trabalho na primeira semana de agosto para finalizar em 22 de outubro, dia da prova.
A preparação
Para motivar e reforçar o compromisso, para não desanimar, fiz uma promessa/pedido, que cumpriria na prova. Pedi ajuda aos céus para iluminar meu pai na sua luta na busca da cura de sua moléstia.
Nas três primeiras semanas, iniciei um trabalho de reforço para a musculatura usada nessas provas e corria, três dias na esteira, por cerca de 30 minutos. Ao longo da preparação fui aumentando o tempo para 1 hora e intercalava com corrida intervalada (3min de trote e 2min de corrida rápida). Aos domingos, passei a fazer percurso de rua para ir acostumando com o horário da corrida (7 da manhã). Uma semana antes da prova resolvi fazer o percurso oficial e completei num tempo 50 minutos, média de 5 min/km. Estava pronto.
A corrida
No dia da corrida acordei às 5 da manhã e bem disposto. Tomei banho e um café reforçado. Saí na companhia de minha esposa Denise e do amigo (cunhado) Gil. No local peguei o chip, que é o controle da organização, e coloquei no tênis. Às seis e meia iniciei o aquecimento. Cinco minutos antes da largada fui para a rua, que se encontrava completamente tomada. Posicionei-me na parte final para evitar qualquer atropelo.
Ouvi o disparo sinalizando a largada, mas, incrível, não dava para correr. Era tanta gente se espremendo que mesmo pela calçada era impossível ultrapassar. Mantive a calma e iniciei minhas orações por cerca de 2 km. A partir daí, já era possível ultrapassar, uma vez que os apressadinhos, que imprimiram um ritmo forte no início, davam sinais de cansaço.
Combinei, antes da largada, com a Denise e o Gil, de receber deles água antes dos postos oficiais de hidratação, para evitar, com o acúmulo de atletas, quebras no meu ritmo de corrida e possíveis atrasos. Tomei água e quando passei no km 4, primeiro posto, foi exatamente o que aconteceu. Nessa ocasião, já imprimia um bom ritmo e me sentia muito bem, sem cansaço algum. Aproveitei e ganhei muitas posições e como conhecia o percurso, fui tentado a reduzir a velocidade, pois, havia uma subida bem íngrime, no início da avenida Presidente Vargas.
Após a subida, resolvi segurar o ritmo, pois, temia não ter gás suficiente para a chegada. Nessa ocasião, muitos já nem corriam, caminhavam. Outros aproveitavam para dar força a esses, tentando incentivá-los a não desistir.
Nos 3km finais corri forte, que cheguei a pensar que não fosse agüentar. Quando sentia qualquer quebra no ritmo, procurava voltar à velocidade anterior. Foi impressionante, mas nessa ocasião ultrapassei centenas de pessoas. Quando entrei na Av. Magalhães Barata, era possível avistar a linha de chegada e a festa que acontecia. Quando fui me aproximando, lembrei de olhar no relógio para verificar o tempo de prova e percebi que tinha grandes chances de reduzir o tempo obtido no último treino. Isso me incentivou ainda mais para aumentar a velocidade até o meu limite e dessa forma cruzei a linha de chegada. Após essa conquista pessoal, ocorria a entrega do chip, para a coordenação do evento, e o recebimento do prêmio pelo feito: a medalha.

A conquista
A corrida do Círio teve um significado especial. Foi a confirmação do trabalho de anos de luta para controlar a pressão arterial. Foi um feito expressivo, o maior de todos. Um ato de superação dos meus limites. O próprio tempo da corrida foi expressivo em comparação ao obtido no último treino, reduzi mais de cinco minutos, conseguindo completar o percurso em 44min e 29seg (quarenta e quatro minutos e vinte e nove segundos). Meu corpo deu a resposta e ela foi positiva.
Após a “Milha do Economiário” fiquei tentado a participar de outra competição. Só que dessa vez priorizando distâncias maiores. Seria um bom teste para avaliar o meu desempenho e o condicionamento físico, após esse longo período lutando para controlar a pressão arterial.
Em Belém, costuma-se dizer que, o natal dos paraenses ocorre em outubro. É assim que eles encaram os festejos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A culinária regional é o prato principal. Alimenta as reuniões familiares e a crença dos fiéis, que participam fervorosamente da procissão. Nesse período, vários eventos religiosos, sociais e esportivos, reúnem milhares de fiéis, onde celebram suas promessas, pedidos e confirmam toda sua devoção.
O principal evento esportivo é a Corrida do Círio, que também é um das principais do Pará. É impressionante, mas as pessoas aproveitam para pagar promessa ou fazer pedido a Nossa Senhora de Nazaré. Isso é tão forte que virou marketing de academia. Elas abrem turmas específicas para preparação física dos devotos.
Então, resolvi que seria a Corrida do Círio. Primeiro tive que fazer um teste ergométrico, para não ser surpreendido pelo coração. Após a liberação pelo médico, atendi ao chamado das academias e fiz inscrição para iniciar a preparação. Comecei o trabalho na primeira semana de agosto para finalizar em 22 de outubro, dia da prova.
A preparação
Para motivar e reforçar o compromisso, para não desanimar, fiz uma promessa/pedido, que cumpriria na prova. Pedi ajuda aos céus para iluminar meu pai na sua luta na busca da cura de sua moléstia.
Nas três primeiras semanas, iniciei um trabalho de reforço para a musculatura usada nessas provas e corria, três dias na esteira, por cerca de 30 minutos. Ao longo da preparação fui aumentando o tempo para 1 hora e intercalava com corrida intervalada (3min de trote e 2min de corrida rápida). Aos domingos, passei a fazer percurso de rua para ir acostumando com o horário da corrida (7 da manhã). Uma semana antes da prova resolvi fazer o percurso oficial e completei num tempo 50 minutos, média de 5 min/km. Estava pronto.
A corrida
No dia da corrida acordei às 5 da manhã e bem disposto. Tomei banho e um café reforçado. Saí na companhia de minha esposa Denise e do amigo (cunhado) Gil. No local peguei o chip, que é o controle da organização, e coloquei no tênis. Às seis e meia iniciei o aquecimento. Cinco minutos antes da largada fui para a rua, que se encontrava completamente tomada. Posicionei-me na parte final para evitar qualquer atropelo.
Ouvi o disparo sinalizando a largada, mas, incrível, não dava para correr. Era tanta gente se espremendo que mesmo pela calçada era impossível ultrapassar. Mantive a calma e iniciei minhas orações por cerca de 2 km. A partir daí, já era possível ultrapassar, uma vez que os apressadinhos, que imprimiram um ritmo forte no início, davam sinais de cansaço.
Combinei, antes da largada, com a Denise e o Gil, de receber deles água antes dos postos oficiais de hidratação, para evitar, com o acúmulo de atletas, quebras no meu ritmo de corrida e possíveis atrasos. Tomei água e quando passei no km 4, primeiro posto, foi exatamente o que aconteceu. Nessa ocasião, já imprimia um bom ritmo e me sentia muito bem, sem cansaço algum. Aproveitei e ganhei muitas posições e como conhecia o percurso, fui tentado a reduzir a velocidade, pois, havia uma subida bem íngrime, no início da avenida Presidente Vargas.
Após a subida, resolvi segurar o ritmo, pois, temia não ter gás suficiente para a chegada. Nessa ocasião, muitos já nem corriam, caminhavam. Outros aproveitavam para dar força a esses, tentando incentivá-los a não desistir.
Nos 3km finais corri forte, que cheguei a pensar que não fosse agüentar. Quando sentia qualquer quebra no ritmo, procurava voltar à velocidade anterior. Foi impressionante, mas nessa ocasião ultrapassei centenas de pessoas. Quando entrei na Av. Magalhães Barata, era possível avistar a linha de chegada e a festa que acontecia. Quando fui me aproximando, lembrei de olhar no relógio para verificar o tempo de prova e percebi que tinha grandes chances de reduzir o tempo obtido no último treino. Isso me incentivou ainda mais para aumentar a velocidade até o meu limite e dessa forma cruzei a linha de chegada. Após essa conquista pessoal, ocorria a entrega do chip, para a coordenação do evento, e o recebimento do prêmio pelo feito: a medalha.
A conquista
A corrida do Círio teve um significado especial. Foi a confirmação do trabalho de anos de luta para controlar a pressão arterial. Foi um feito expressivo, o maior de todos. Um ato de superação dos meus limites. O próprio tempo da corrida foi expressivo em comparação ao obtido no último treino, reduzi mais de cinco minutos, conseguindo completar o percurso em 44min e 29seg (quarenta e quatro minutos e vinte e nove segundos). Meu corpo deu a resposta e ela foi positiva.
