Normalmente os seres humanos já estão expostos a uma radiação natural, que é proveniente, principalmente do Sol. São os raios na faixa de frequência do infravermelho e da luz visível. O crescimento da utilização dos sistemas elétricos e eletrônicos que irradiam ondas eletromagnéticas, somados aos campos criados pelas fontes naturais, proporciona o aumento dos níveis de REM no ambiente.
A preocupação com o aumento da radiação eletromagnética não-ionizante no ambiente, têm levado cientistas e pesquisadores a estudarem sobre os possíveis efeitos adversos no ser humano e em equipamentos. Esses efeitos são designados, respectivamente, como biológicos e interferência eletromagnética.
Efeitos Biológicos
Há muita controvérsia quando se trata dos danos à saúde provocados pela exposição à radiação eletromagnética. A única comprovação que se tem é que ela provoca excitação das moléculas e o aquecimento das áreas expostas. Esse aumento de temperatura do corpo é chamado de efeito térmico.
Pesquisas revelam que o efeito térmico pode provocar alterações no funcionamento de órgãos como olhos, pele, bexiga, testículos, fígado, intestino e o sistema nervoso central. A REM ao propagar-se através de um meio biológico, interage com ele, ocorrendo trocas de energia. A principal troca de energia se dá entre o campo elétrico e as moleculas polares da água, já que o tecido orgânico é composto basicamente por matéria em solução aquosa. Entretanto, a REM não-ionizante possui baixo nível de energia, o que na sua maioria, impede de produzir ionização.
A absorção de radiação eletromagnética pelos organismos vivos é elevada para tecidos com alto teor de água como músculo, tecido cerebral, órgãos internos e pele, e menor para tecidos como gordura e ossos, que apresentam baixo conteúdo de água. Essa absorção por um tecido depende de suas características dimensionais e do comprimento de onda incidente, “quanto maior o comprimento de onda da radiação incidente, maior sua profundidade de penetração no tecido biológico”. Segundo dados da ICNIRP nas frequências de 10 MHz a 300 GHz, a elevação da temperatura varia entre 1 a 2 ºC e pode resultar em efeitos adversos à saúde, como exaustão e choque térmico.
Os efeitos não térmicos provenientes da exposição a REM são aqueles não relacionados com a elevação de temperatura, e são de natureza bioquímica, eletrofísicos. São resultantes da interação direta da energia eletromagnética com o tecido humano. Pesquisadores revelam que esses efeitos são mais difíceis de serem observados que os térmicos e a dificuldade se deve “à natureza da resposta do organismo e à falta de explicações sobre o mecanismo causador do efeito”. Em estudos realizados com animais observou-se “mudanças nos reflexos condicionados, alterações da sensibilidade à luz, som e estímulo olfativo, alterações nas biocorrentes do córtex cerebral e mudanças de comportamento”.
Os principais estudos já realizados sobre efeitos não térmicos nos seres humanos, apontam sintomas em pessoas submetidas a REM como: dor de cabeça, fadiga, perturbação do sono, irritabilidade, depressão, dificuldade de memorização e instabilidade de pressão.
Segundo a ICNIRP (1988) os efeitos atérmicos decorrentes da exposição de sistemas biológicos, são pequenos e muito difíceis de relacionar a efeitos potencialmente prejudiciais à saúde. Dado a essa dificuldade de medir e determinar a extensão dos efeitos atérmicos, a OMS desenvolve um estudo envolvendo cerca de 45 países e 8 organizações, com a finalidade de estudar mais profundamente esse efeito.
Interferência Eletromagnética
A interferência eletromagnética “é o processo pelo qual a energia eletromagnética perturbadora é transmitida de um dispositivo, equipamento ou sistema por um outro, via caminhos irradiados e/ou conduzidos”. A ABRICEM define interferência eletromagnética como a “degradação do desempenho de um equipamento, canal de transmissão ou sistema, causada por uma perturbação eletromagnética”.
O aumento dos níveis de energia eletromagnética no ambiente provocam, efeitos no funcionamento de equipamentos. Esses, num mesmo ambiente eletromagnético, podem produzir interferências eletromagnéticas entre si, prejudicando sua atividade de funcionamento. Avaliam autores, que a qualidade de um ambiente eletromagnético pode ser medida pelo grau de emissões que podem ser irradiadas através do ar ou conduzidas pelos cabos de alimentação e comunicação.
Muitos exemplos podem ser citados da interferência eletromagnética, como no caso de microcomputadores que interferem com rádios FM e televisores; o uso de telefones celulares durante as viagens de avião interferem nos equipamentos eletrônicos das aeronaves; sistemas de injeção eletrônica de veículos automotores que não funcionam perto de linhas de transmissão de alta potência ou túneis; aparelho de televisão que é interferido por inúmeros eletrodomésticos que possuam motores elétricos; lâmpadas fluorescentes que quando acendem provocam interferência em equipamentos que estejam em pontos próximos da rede elétrica.
Em sistemas de comunicação, alarmes satélites, radares, armamentos e outros, já foram detectados problemas devido a interferência entre equipamentos que compartilham o mesmo ambiente eletromagnético. Há registros de acidentes que ocorreram com aeronaves, navios, e outros, que sabe-se, foram causados por problemas de compatibilidade e interferência eletromagnética.
Segundo dados do CPRAD, instalações de ERB’s nas proximidades de hospitais, centros cirúrgicos e UTI’s interferem em equipamentos médicos e podem alterar o diagnóstico de exames e promover o desligamento de aparelhos ligados a pacientes em UTI. Por precaução, recomenda, que a instalação de ERB’s deve ser mantida distante fisicamente desses locais.
Autores afirmam que só ocorrerá interferência eletromagnética, com alterações no funcionamento dos equipamentos, caso existam em um mesmo ambiente, equipamentos sem proteção contra os ruídos irradiados ou conduzidos. Para minimizar ou eliminar as interferências, basta utilizar soluções como blindagens eletromagnéticas, cabos blindados, colocação de malha de terra e alocação correta de componentes de alta freqüência em placas de circuito impresso.
A preocupação com o aumento da radiação eletromagnética não-ionizante no ambiente, têm levado cientistas e pesquisadores a estudarem sobre os possíveis efeitos adversos no ser humano e em equipamentos. Esses efeitos são designados, respectivamente, como biológicos e interferência eletromagnética.
Efeitos Biológicos
Há muita controvérsia quando se trata dos danos à saúde provocados pela exposição à radiação eletromagnética. A única comprovação que se tem é que ela provoca excitação das moléculas e o aquecimento das áreas expostas. Esse aumento de temperatura do corpo é chamado de efeito térmico.
Pesquisas revelam que o efeito térmico pode provocar alterações no funcionamento de órgãos como olhos, pele, bexiga, testículos, fígado, intestino e o sistema nervoso central. A REM ao propagar-se através de um meio biológico, interage com ele, ocorrendo trocas de energia. A principal troca de energia se dá entre o campo elétrico e as moleculas polares da água, já que o tecido orgânico é composto basicamente por matéria em solução aquosa. Entretanto, a REM não-ionizante possui baixo nível de energia, o que na sua maioria, impede de produzir ionização.
A absorção de radiação eletromagnética pelos organismos vivos é elevada para tecidos com alto teor de água como músculo, tecido cerebral, órgãos internos e pele, e menor para tecidos como gordura e ossos, que apresentam baixo conteúdo de água. Essa absorção por um tecido depende de suas características dimensionais e do comprimento de onda incidente, “quanto maior o comprimento de onda da radiação incidente, maior sua profundidade de penetração no tecido biológico”. Segundo dados da ICNIRP nas frequências de 10 MHz a 300 GHz, a elevação da temperatura varia entre 1 a 2 ºC e pode resultar em efeitos adversos à saúde, como exaustão e choque térmico.
Os efeitos não térmicos provenientes da exposição a REM são aqueles não relacionados com a elevação de temperatura, e são de natureza bioquímica, eletrofísicos. São resultantes da interação direta da energia eletromagnética com o tecido humano. Pesquisadores revelam que esses efeitos são mais difíceis de serem observados que os térmicos e a dificuldade se deve “à natureza da resposta do organismo e à falta de explicações sobre o mecanismo causador do efeito”. Em estudos realizados com animais observou-se “mudanças nos reflexos condicionados, alterações da sensibilidade à luz, som e estímulo olfativo, alterações nas biocorrentes do córtex cerebral e mudanças de comportamento”.
Os principais estudos já realizados sobre efeitos não térmicos nos seres humanos, apontam sintomas em pessoas submetidas a REM como: dor de cabeça, fadiga, perturbação do sono, irritabilidade, depressão, dificuldade de memorização e instabilidade de pressão.
Segundo a ICNIRP (1988) os efeitos atérmicos decorrentes da exposição de sistemas biológicos, são pequenos e muito difíceis de relacionar a efeitos potencialmente prejudiciais à saúde. Dado a essa dificuldade de medir e determinar a extensão dos efeitos atérmicos, a OMS desenvolve um estudo envolvendo cerca de 45 países e 8 organizações, com a finalidade de estudar mais profundamente esse efeito.
Interferência Eletromagnética
A interferência eletromagnética “é o processo pelo qual a energia eletromagnética perturbadora é transmitida de um dispositivo, equipamento ou sistema por um outro, via caminhos irradiados e/ou conduzidos”. A ABRICEM define interferência eletromagnética como a “degradação do desempenho de um equipamento, canal de transmissão ou sistema, causada por uma perturbação eletromagnética”.
O aumento dos níveis de energia eletromagnética no ambiente provocam, efeitos no funcionamento de equipamentos. Esses, num mesmo ambiente eletromagnético, podem produzir interferências eletromagnéticas entre si, prejudicando sua atividade de funcionamento. Avaliam autores, que a qualidade de um ambiente eletromagnético pode ser medida pelo grau de emissões que podem ser irradiadas através do ar ou conduzidas pelos cabos de alimentação e comunicação.
Muitos exemplos podem ser citados da interferência eletromagnética, como no caso de microcomputadores que interferem com rádios FM e televisores; o uso de telefones celulares durante as viagens de avião interferem nos equipamentos eletrônicos das aeronaves; sistemas de injeção eletrônica de veículos automotores que não funcionam perto de linhas de transmissão de alta potência ou túneis; aparelho de televisão que é interferido por inúmeros eletrodomésticos que possuam motores elétricos; lâmpadas fluorescentes que quando acendem provocam interferência em equipamentos que estejam em pontos próximos da rede elétrica.
Em sistemas de comunicação, alarmes satélites, radares, armamentos e outros, já foram detectados problemas devido a interferência entre equipamentos que compartilham o mesmo ambiente eletromagnético. Há registros de acidentes que ocorreram com aeronaves, navios, e outros, que sabe-se, foram causados por problemas de compatibilidade e interferência eletromagnética.
Segundo dados do CPRAD, instalações de ERB’s nas proximidades de hospitais, centros cirúrgicos e UTI’s interferem em equipamentos médicos e podem alterar o diagnóstico de exames e promover o desligamento de aparelhos ligados a pacientes em UTI. Por precaução, recomenda, que a instalação de ERB’s deve ser mantida distante fisicamente desses locais.
Autores afirmam que só ocorrerá interferência eletromagnética, com alterações no funcionamento dos equipamentos, caso existam em um mesmo ambiente, equipamentos sem proteção contra os ruídos irradiados ou conduzidos. Para minimizar ou eliminar as interferências, basta utilizar soluções como blindagens eletromagnéticas, cabos blindados, colocação de malha de terra e alocação correta de componentes de alta freqüência em placas de circuito impresso.
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