
No domingo (25/02/2007) a Rede Globo apresentou, no programa “Fantástico”, uma matéria intitulada “Glória Maria na NASA” (pode ser lida no sitio http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1468844-4005-643619-0-25022007,00.html), onde a repórter participa de um vôo usado para treinamento de astronautas da agência espacial americana e experimenta a sensação de flutuar. O problema é que nessa reportagem a jornalista afirma que vai “fazer a experiência de voar em gravidade zero...”. Para simular essa situação, a NASA usa avião que sobe até certa altitude e depois “despenca” em queda livre por cerca de 30 segundos. Durante esse tempo, as pessoas ali dentro, têm a sensação de estar flutuando, como se realmente a gravidade fosse zero.
Entretanto, o fenômeno físico ali ocorrido chama-se de imponderabilidade e não ocorre em gravidade zero, como cita a reportagem. O que ocorre é apenas a sensação ilusória de gravidade zero e de se sentir sem peso; até porque na simulação o avião encontrava-se próximo da terra, onde a gravidade tem praticamente o mesmo valor que na sua superfície de 9,8 metros por segundo ao quadrado.
Outro equívoco é que a matéria afirma que “só existe uma maneira de viver essa sensação: a bordo de um avião especial que faz mergulhos em queda livre...”. No entanto, ao final da reportagem, a Glória Maria afirma: “Sabe quando a gente desce num elevador, bem rápido? Aqui é parecido, só que muito mais forte”. Ora, então, não há só uma maneira de se obter a sensação referida. E mais, pode-se obter a mesma sensação com o elevador subindo só que sendo desacelerado.
Percebe-se, ainda, que a leganda da fotografia acima, afirma que "GLÓRIA MARIA ENTRA EM ÓRBITA", dando a impressão que a simulação ocorreu no espaço, o que conforme se disse acima, tal experiência deu-se nas próximidades da superfície do solo.
Da próxima vez, tomara que a Globo seja mais didática e menos contraditória. É importante, a mídia fazer divulgação científica para despertar o gosto pela ciência em nossos estudantes, mas que procure primar pela consistência científica em detrimento do sensacionalismo.
Entretanto, o fenômeno físico ali ocorrido chama-se de imponderabilidade e não ocorre em gravidade zero, como cita a reportagem. O que ocorre é apenas a sensação ilusória de gravidade zero e de se sentir sem peso; até porque na simulação o avião encontrava-se próximo da terra, onde a gravidade tem praticamente o mesmo valor que na sua superfície de 9,8 metros por segundo ao quadrado.
Outro equívoco é que a matéria afirma que “só existe uma maneira de viver essa sensação: a bordo de um avião especial que faz mergulhos em queda livre...”. No entanto, ao final da reportagem, a Glória Maria afirma: “Sabe quando a gente desce num elevador, bem rápido? Aqui é parecido, só que muito mais forte”. Ora, então, não há só uma maneira de se obter a sensação referida. E mais, pode-se obter a mesma sensação com o elevador subindo só que sendo desacelerado.
Percebe-se, ainda, que a leganda da fotografia acima, afirma que "GLÓRIA MARIA ENTRA EM ÓRBITA", dando a impressão que a simulação ocorreu no espaço, o que conforme se disse acima, tal experiência deu-se nas próximidades da superfície do solo.
Da próxima vez, tomara que a Globo seja mais didática e menos contraditória. É importante, a mídia fazer divulgação científica para despertar o gosto pela ciência em nossos estudantes, mas que procure primar pela consistência científica em detrimento do sensacionalismo.
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